Thursday, October 08, 2009

Um dia ainda vou cantar esta música em dueto...

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Friday, August 14, 2009

25 anos, 25 músicas (Parte IX)

Sunday, August 02, 2009

Reconforto

Já nos habituámos a não pedir autorização para entrar nos respectivos mundos.

Chego cansada sempre que me abres a porta. Não é que o suor me escorra pela cabeça. Não é isso. É um cansaço de dever cumprido, mas ao mesmo tempo de quem acabou de sair das trincheiras.

Saio, furiosamente, do mundo para o teu recanto. As mil e uma peles, que uso nas minhas mil e uma tarefas, ficam à porta. Tiro os saltos altos e liberto-me. O relógio salta do pulso a uma velocidade que me faz esquecer, frequentemente, do sítio para onde foi.

E,calmamente, fico mais calma. É uma tranquilidade enorme que deita por terra o meu Vietname. E pronto. Enrosco-me, sem pedir licença, no teu ninho. Conforto-me no desconforto que mesmo o caos calmo pode ter. É bom.

Amanhã recomeço. Hoje não.

25 anos, 25 músicas (Parte VIII)

Tuesday, July 28, 2009

25 anos, 25 músicas (Parte VII)

O regresso

Gosto de regressar. Sabe-me bem voltar ao lugar de onde tudo parte. O sítio das alegrias, das tristezas, dos começos, fins e recomeços.

Não vivo sem explorar. Não há nada como acordar e saber que os únicos planos são os da partida. Cada viagem é um ciclo. Cheia de riqueza, de vidas tão distantes, mas que palpitam como a nossa.

Partir é como lavar a alma. É um momento único em que espiamos os pecados, nos fortalecemos e agradecemos a oportunidade de ter momentos bons.

Fui de férias e voltei. Gostei. Mas também gosto de regressar.

Wednesday, May 20, 2009

Coisas da vida em saltos altos

Não é vaidade, muito menos desejo de perfeição. Não se trata de extremo cuidado com a aparência. Mas as mulheres acumulam mais uma tarefa às muitas que têm às costas: o de parecer, minimamente, bem.

Que quer isto dizer? É muito simples, depois de mais de 16 horas de trabalho - daquele em que se sente um peso enorme nos ombros - não nos desligamos do mundo e vamos para cama. Não. Nada disso.

Antes há um ritual de desmaquilhagem e limpeza de pele. Não é nada do outro mundo, no entanto tem de ser feito. E este é apenas um exemplo.

Um destes dias, dei por mim dei comigo a arranjar as unhas às 3h30m da manhã. No dia a seguir tinha um compromisso de trabalho e convinha não chegar com aspecto de quem tinha ido cobrir a guerra no Iraque.

Depois da correria do dia-a-dia, prolonguei o cansaço. E volto ao início deste post. Não foi por vaidade. Nesta cabeça as prioridades ainda têm brains em primeiro lugar. Foi mesmo para estar bem. Para ninguém reparar nas olheiras no rosto ou nos cabelos despenteados, e assim, ficar concentrado no que me sai da boca.

Sunday, March 01, 2009

25 anos, 25 músicas (Parte VI)

Friday, February 27, 2009

A pureza de Slumdog Millionaire


Há um momento no filme Slumdog Millionaire onde a pureza impera. Acontece quando os irmãos Salim e Jamal, tão diferentes, chegam ao Taj Mahal e calçam sapatos pela primeira vez.

Só quem nunca passou a barreira do primeiro mundo não percebe o poder daquela atitude. Aqueles eram os primeiros sapatos e com um sorriso ingénuo duas crianças, uma mais inocente do que a outra, experimentaram uns minutos da vida de um privilegiado.

Para mim é o momento do filme.